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quarta-feira, 25 de maio de 2016

DAIART



Daiena Dâmaso nasceu em 1984 em Witten, uma vila alemã outrora conhecida pela sua fábrica de dinamites. Aos dois anos, mudou-se para a margem sul, onde cresceu rodeada pelos primeiros indícios de graffiti que se disseminavam pelo Vale da Amoreira. Deixou-se ficar até ser maior de idade. Então, apanhou um barco para a outra margem, e concluiu uma licenciatura em Design de

Equipamento na Faculdade de Belas Artes da UL. Curiosa de outros mares, partiu para Barcelona, onde complementou o curso com disciplinas de Design Gráfico na Faculdade de Belas Artes da UB, em regime de Erasmus.

De volta a Portugal, fez a sua primeira exposição em 2014, com o tema «Amar, Amar, ir e voltar.» Vendeu metade das peças expostas, e arregaçou as mangas. Poucos meses depois, expôs novamente, desta vez na casa onde Fernando Pessoa dormitava, o espaço Blog, em Lisboa.

Para além disso, Dai – como prefere ser chamada – fez de tudo um pouco. Desde ser apanhada pela polícia de Salvador da Bahia a rabiscar paredes, até ilustrar os 5 andares do Goodnight Hostel, em plena baixa lisboeta. Ilustrou contos para três edições da Flanzine, pintou a parede de uma fábrica abandonada no Alentejo, e aprendeu a fazer carimbos com batatas.

Sempre que pode, dá uma escapadela até à costa alentejana, de onde é originária a sua família. Com uma melancia debaixo do braço, percorre as praias e as falésias da Zambujeira, encontrando tranquilidade no mar bravo ou nos cantares do povo com quem mais se identifica.

É possível que a encontrem no chão de alguma livraria lisboeta, a folhear livros infantis, ou numa das sete colinas da capital, com os olhos brilhantes e os dedos sujos de caneta Posca.